COMO FUNCIONA A CHAVE RUN/STOP/MRES
Chave Seletora Frontal da CPU
A Unidade Central de Processamento (CPU) da família SIMATIC S7-300 possui, em seu painel frontal, uma chave seletora mecânica de modos de operação. Essa chave comuta os estados internos de funcionamento do processador e apresenta 3 posições operacionais principais: RUN, STOP e MRES. Em grande parte dos modelos de CPUs, a posição MRES é do tipo momentânea, exigindo que o operador pressione e mantenha a chave deslocada mecanicamente contra uma mola de retorno
| Posição | O que faz | Quando usar |
| RUN | A CPU executa o programa ciclicamente: realiza a leitura das entradas físicas, processa a lógica de controle programada e atualiza os estados das saídas.
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Em regime normal de produção com o equipamento liberado para operação industrial. |
| STOP | A CPU interrompe imediatamente a execução da lógica. As saídas físicas são desativadas por segurança (estado desenergizado), mantendo-se a comunicação ativa com a rede e o computador.
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Durante procedimentos de parametrização, transferência de programas (download), monitoramento preventivo e intervenções com segurança no painel. |
| MRES | Executa o Memory Reset (redefinição completa da memória de trabalho e sistema da CPU). Chave com retorno por mola.
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Para redefinir o processador aos padrões de fábrica, sanar inconsistências graves de memória ou quando o LED indicativo STOP pisca em frequência lenta. |
Nota: Em determinados modelos e versões de CPU da família S7-300, existe a posição RUN-P (RUN-Program), que permite ao usuário realizar alterações pontuais de blocos de lógica online sem a necessidade de paralisar a execução do processo na máquina.
O fluxo de operação diário segue uma sequência estrita: em regime de trabalho regular na linha de produção, a chave deve permanecer fixada na posição RUN. Ao realizar manutenções eletromecânicas, diagnósticos preliminares ou transferências de arquivos de controle, o operador comuta a chave para a posição STOP. O comando MRES é restrito a intervenções críticas de redefinição de memória ou nos casos específicos em que a CPU solicita a limpeza por meio do piscar contínuo e lento do LED STOP.
Relação de Sintomas, Causas e Pontos de Verificação
| Sintoma | Causa provável | Onde verificar fisicamente |
| CLP apagado (nenhum LED aceso) | Falta de alimentação elétrica, fusível queimado, disjuntor aberto ou falha interna na fonte de alimentação.
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Entrada e saída da fonte de alimentação, disjuntores de comando, fusíveis de linha e bornes de alimentação da CPU. |
| Apenas LED DC5V aceso, RUN apagado | Programa ausente na memória de trabalho, memória corrompida ou cartão de memória MMC ausente ou danificado.
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Encaixe do cartão MMC no slot frontal da CPU e estado do LED STOP (se piscar lentamente, a CPU exige comando MRES). |
| CPU transita para STOP de forma intermitente | Falha de hardware, erro de barramento, ruído eletromagnético ou interrupção de ciclo por erro lógico.
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Módulos de expansão, fixação mecânica ao trilho, aterramento e histórico gravado no buffer de diagnóstico da CPU. |
| Entrada digital não reconhece sensor | Fio rompido, borne frouxo, sensor danificado, alimentação do sensor interrompida ou canal do módulo queimado.
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Bornes de entrada do módulo SM 321, fusível do grupo de entradas e tensão no fio de sinal do sensor durante acionamento. |
| Saída do CLP acionada no LED mas sem tensão na carga | Falta de alimentação no borne L+ do cartão, fusível de proteção aberto, queima do transistor de chaveamento ou relé colado.
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Alimentação externa do módulo SM 322 (L+/M), bornes de saída, fiação até o relé auxiliar e bobina da carga. |
| LED BF (Bus Fault) aceso após intervenção | Ruptura do cabo de comunicação, conector solto, terminador desconfigurado ou duplicidade de endereço na rede.
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Conectores de rede (PROFIBUS/PROFINET), chaves dos resistores de terminação e alimentação de nós escravos. |
Os sensores industriais de proximidade de 3 condutores operam com dois fios dedicados à alimentação elétrica (positivo e negativo) e um terceiro condutor responsável pelo sinal de saída (chaveamento). A diferença operacional reside na polaridade chaveada pelo transistor interno:
3.2 Padrão de Utilização no S7-300
Os módulos de entrada digital convencionais da família S7-300 (tais como os módulos SM 321 para 24 V DC) possuem circuito do tipo Sinking, isto é, possuem os terminais comuns internos conectados à referência de 0 V DC (terminal M). Desta forma, o canal de entrada digital necessita receber um potencial positivo de +24 V DC para fechar o circuito do optoacoplador interno.
Regra de Ligação: Os módulos convencionais SM 321 exigem sensores do tipo PNP. Existem módulos específicos para tecnologia NPN no catálogo Siemens, mas são produtos de aplicação restrita e exigem conferência prévia da referência exata (MLFB) no manual técnico.
Experiências de campo, erros comuns, macetes e soluções práticas que o manual não explica.